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  • Madeira Pinus

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    Pinus elliottii é uma espécie de pinheiro, composta de duas variedades distintas: Pinus elliottii var. elliottii e Pinus elliottii var. densa, originária do Novo Mundo. Faz parte do grupo de espécies de pinheiros com área de distribuição no Canadá eEstados Unidos da América (com excepção das áreas adjacentes à fronteira com o México). Existem muitas áreas de reflorestamento com esse tipo de Pinus na América do Sul, especialmente no estado de São Paulo e na região sul do Brasil.

    Nomes populares: pinus, pinheiro, pinheiro-americano.

    Ocorrência no Brasil: introduzidas com maior ocorrência na região sul e sudeste do país, nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e, do Mato Grosso do Sul.

    As outras espécies cultivadas, nas várias regiões do Brasil, são: Pinus sp., Pinus taeda, Pinus caribaea, Pinus oocarpa, Pinus tecunumanii, Pinus maximinoi e Pinus patula. Atualmente, as espécies do gênero Pinus e as do gênero Eucalyptussão as mais utilizadas para reflorestamento comercial (silvicultura) no Brasil.

    Árvore de rápido crescimento, mas não muito duradouro em relação ao padrão dos pinus silvestres (cerca de 200 anos), prefere clima e solo úmidos. Se distingui do Pinus taeda por ser maior, com folhas mais arredondadas e pinhas maiores; e do Pinus palustris por ser mais curto, ter agulhas mais finas e pinhas mais curtas. De grande porte com altura entre 18,0m e 30,0m, sendo:

     

    • Caule reto, cilíndrico, com diâmetro entre 0,60m e 0,80m. Com casca sulcada e acinzentada em indivíduos jovens e marrom-avermelhada em indivíduos adultos, com placas escamadas. Com copa irregular de raio superior a 3,0m.
    • Folha pontuda, denominada como acícula, muito fina, formato de agulha, resistente e firme, de coloração verde-brilhante e com a margem finamente serrilhada, comprimento entre 18 cm e 24 cm, ramos em grupos de dois ou três.
    • Geralmente florescem na primavera, produzindo flores masculinas e femininas. O órgão reprodutivo masculino se chama estróbilo masculino e está disposto junto às brotações. O órgão reprodutivo feminino, mais conhecido como pinha, se encontra geralmente em grupos de 2 a 4 unidades. Demora cerca de dois anos para amadurecer, quando as escamas se entreabrem, pondo em liberdade as sementes para serem disseminadas a cerca de 50 metros da árvore mãe, apenas pela ação do vento.
    • Fruto de formato cônico, também denominado como pinha ou pinhão, de coloração castanha-escura, lustroso. A pinha pesa em média 46,6 g, com dimensões de 12,5 cm x 4,5 cm, com uma produção média de 10 gramas de sementes.
    • Sementes de formato triangular, entre 5mm e 7mm de comprimento, de coloração preta e aladas.

    Por se tratar de uma árvore que apresenta poucas exigências em solos de baixa fertilidade ou degradados, e que possui rápido crescimento e alta tolerância ao frio, existem diversos conteúdos de informações para diversos programas de plantio.
    No que se refere à obtenção de sementes, das diferentes espécies do gênero pinus, os cones (frutos) são escolhidos ainda quando em processo de maturação bastante adiantado. Após colhidas, são colocadas em peneiras expostas ao sol para a liberação das sementes, levando de 3 a 10 dias, conforme as condições climáticas. Em galpões especiais, os cones são armazenados até a completa maturação, onde se abrem, deixando cair as sementes. As sementes devem ser secas e guardadas em recipientes fechados à temperatura de 5°C. Como as sementes são aladas, o maior inconveniente para a semeadura são as asas, devendo por isso, serem desaladas antes.
    Pode-se produzir mudas em recipientes plásticos com terra de subsolo ou tubetes de polipropileno com substrato, ambos com adubação adequada de base e de cobertura. Podem ser transplantadas com raízes nuas. As operações de preparo de solo e plantio definitivo dependem das condições do local onde serão plantadas.
    O Pinus para o uso da madeira, pode ser derrubado, em média, com 17 anos. Adiantando-se este prazo para 7 anos na utilização para o preparo de pasta de celulose.

     

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  • Algodão

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    algodão é uma fibra branca ou esbranquiçada obtida dos frutos de algumas espécies do gênero Gossypium, família Malvaceae. Há muitas espécies nativas das áreas tropicais da África, Ásia e América, e desde o final da última Era glacialtecidos já eram confeccionados com algodão. Atualmente, somente 4 espécies são aproveitadas em larga escala para a confecção de tecidos e instrumentos médicos. É uma planta subtropical, comum no México, Austrália e África.1 Estima-se que a produção mundial gire em torno de 25 milhões de toneladas anualmente.

    As fibras são colhidas manualmente ou com a ajuda de máquinas. Sendo que a forma manual de coleta é feita normalmente nos arbórea e traz um produto muito mais livre de impurezas. De uma forma ou de outra, as fibras sempre contêm pequenas sementes negras e triangulares que precisam ser extraídas antes do processamento das fibras. As fibras são, de facto, pêlos originados da superfície das próprias sementes. Estas sementes ainda são aproveitadas na obtenção de um óleo comestível. Pesquisas indicam que o composto gossipol, extraído da semente, pode ser empregado como contraceptivo masculino.

    Nos primeiros 28 dias após a abertura da flor, as referidas células crescem rapidamente em comprimento, até 91% do comprimento final. Em seguida, o crescimento dos 9% finais torna-se lento e estabiliza-se em torno dos 47-51 dias do florescimento. Aos 21 dias, a parede da célula se resume, basicamente, em cutícula e camada, fina, de celulose.

    De 21 até os 52-56 dias após a abertura da flor, a deposição de celulose é intensa (96%), com o consequente engrossamento da parede secundária por camadas concêntricas sucessivas de material depositado, de fora para dentro da fibra. A deposição dos 4% finais é de forma lenta e se estabiliza aos 61-64 dias do florescimento. A temperatura e a luminosidade influem decisivamente na quantidade de celulose depositada, que se associa ao grau de maturação da fibra de algodão. Esse comportamento é mostrado na fase de deposição de celulose na fibra.

    A principal forma de cor é o branco puro.

    Com a abertura dos frutos ocorre perda de água com grande rapidez, provocando a contração das fibras sobre si. Há colapso da forma tubular, com achatamento das fibras que assumem, na sua seção transversal, a forma característica de grão de feijão. Aparecem, ao longo das fibras achatadas, os pontos de reversão ora para um lado ora para o outro, conferindo-lhes a sua qualidade de fiabilidade.

    Estrutura da fibra

    Aparência de verniz. Contém cera, gomas, pectinas e óleos. A cera é responsável pelo controle da absorção de água.

    Cutícula

    É a parte mais externa da fibra e constitui uma camada de proteção, fina e resistente, com função de proteção da fibra.

    É constituída por celulose, na forma de fibrilas microscópicas dispostas transversalmente em relação ao comprimento da fibra, em espirais Dextro ou levógiras. Numa mesma fibra, o sentido das espirais não muda. A formação da parede primária determina o comprimento da fibra. Essa parede contém outras substâncias também, como açucares, pectinas e proteínas.

    A parede secundária localiza-se abaixo da parede primária, representando a maior parte da espessura desta. É constituída de várias camadas concêntricas de celulose quase pura, na forma de fibrilas cristalinas aglomeradas em espirais, cujo sentido muda ao longo de uma mesma fibra. Da sua natureza dependem fundamentalmente a resistência e a maturidade da fibra.

    É o canal central da fibra. De seção circular durante a formação desta, passa a ter contorno irregular após o processo de desidratação (colapso). Contém resíduo protéico do protoplasma da célula que originou a fibra. A fibra madura apresenta paredes relativamente espessas, com menos torções e lume reduzido, ao passo que fibras imaturas são mais achatadas, contorcida, com paredes delgadas lume amplo.

    O principal componente da fibra de algodão é a celulose, que representa a maior parte da sua composição química. A cadeia de celulose é constituída por moléculas de glicose. A disposição destas moléculas na cadeia é denominada de celulose amorfa e cristalina, e tem importante papel nas características das fibras. Depois da celulose, a cera constitui-se de grande importância na fibra de algodão. É responsável pelo controle de absorção de água pela fibra e funciona como lubrificante entre as fibras durante os processos de estiragem na fiação.

    Composição química aproximada da fibra de algodão, determinada em vase seca:

    • Celulose.................................94,0 %
    • Proteínas..................................1,3 %
    • Cinzas.......................................1,2 %
    • Substâncias pécticas...............0,9 %
    • Ácidos málicos, cítrico, etc....0,8 %
    • Cera..........................................0,6 %
    • Açúcares totais.......................0,3 %
    • Não dosados...........................0,9 %
    • TOTAL.....................................100 %

    A fibra do algodão não traz fortes impactos se descartada indevidamente no meio ambiente, uma vez que seu material é orgânico, e leva cerca de três meses apenas para se decompor completamente. Por outro lado, é um material de dificuldade moderada para reciclagem, não existem grandes necessidades e tecnologias de fácil acesso para reciclar esse material. Seu impacto pode se maior durante sua cultura se feito incorretamente, pois é necessário grande espaço de terrenos para sua agricultura, e são utilizados diversos tipos de vermífugosadubo químicoinseticidas entre outros agrotóxicos.

    As propriedades físicas da fibra determinam a sua qualidade ou valor tecnológico. No entanto, o conceito de qualidade do algodão sofreu modificações no passado em função das determinações tecnológicas comumente realizadas.

    Antigamente o valor do algodão era considerado apenas em função do comprimento da fibra e do tipo comercial, sendo o primeiro determinado manualmente pelos classificadores e o segundo, visualmente, em função da limpeza, aparência, cor e aspectos de beneficiamento.

    A pesquisa tem revelado a importância de outras características físicas, utilizando aparelhos adequados, cuja evolução foi rápida nas últimas décadas. Hoje em dia, a maioria das indústrias já leva em consideração o Índice Micronaire, a tenacidade da fibra e a maturidade na avaliação da matéria-prima.O teste considerado padrão nos dias de hoje, para aferir as qualidades da fibra chama-se HVI (High Volume Instrument). A classificação visual também é muito utilizada ainda.

    Os problemas causados pela infestação da praga do bicudo-do-algodoeiro, aliado ao forte movimento de abertura da economia brasileira no início dos anos 90, provocou uma forte retração na produção doméstica e permitiu a entrada de importações subsidiadas. Em 1986, a tarifa de importação de algodão em pluma praticada pelo Brasil era de 55%, sendo reduzida paulatinamente até ser zerada em 1993, taxa que também passou a valer em definitivo para os parceiros do Mercosul.

    As importações de produtos altamente subsidiados nos países de origem contavam ainda com prazos de pagamento de até 360 dias e juros muito menores que os disponíveis aos produtores nacionais.

    Após a reversão dos preços internacionais ocorrida no biênio 94/95 e a constatação do alto custo social decorrente do desemprego de milhares de famílias no norte do Paraná, que tinham no algodão uma das poucas alternativas para a pequena escala de produção de suas propriedades, o Governo brasileiro resolveu implementar medidas de apoio à cotonicultura nacional, elevando o preço mínimo, cobrindo 100% do VBC nos empréstimos oficiais e garantindo a elevação da alíquota de importação para produto de países de fora do Mercosul, em 1% ao ano, entre 1996 e 2000.

    Por enquanto, essas medidas não foram suficientes para criar condições de competitividade em relação ao algodão importado. Espera-se, portanto, que novas medidas de caráter protecionista, como a obrigatoriedade de pagamento à vista das importações, sejam implementadas em breve.

    Entretanto, aspectos tecnológicos, como o comprimento de fibra requerido pelo parque têxtil nacional e ainda não atendidos pelo setor produtivo local, aliados à crescente disponibilidade de algodão na Argentina e à rápida evolução técnica dessa lavoura no Paraguai, devem determinar a continuidade da participação das importações de algodão em pluma do Mercosul por muitos anos.

    A maior proteção decorrente de uma política comercial mais agressiva por parte do Brasil, o crescimento do consumo puxado pela renda, a adaptação de variedades mais produtivas e com maior aceitação comercial e o fato de o algodão ser uma boa alternativa de rotação de cultura com soja e milho devem, em conjunto, contribuir para um crescimento da produção brasileira nos próximos anos, permitindo uma colheita de 1,8 milhão de toneladas de algodão em caroço no ano 2000.

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  • Pintura na Grécia Antiga

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    Encontrada para decorar a arquitetura, nas métopas, substituindo as esculturas, e principalmente na cerâmica. Havia um equilíbrio entre os vasos e a pintura. Anteriormente, era usadas em rituais religiosos para armazenar coisas, depois passou a simbolizar um objeto artístico. Pessoas e cenas mitológicas eram representadas na pintura, com uma técnica onde o pintor fazia as imagens em preto e com um instrumento pontiagudo. O maior pintor foi Exéquias, Aquiles e Ajax jogando, uma das mais famosas pinturas. No século 530 a.C., um discípulo dele revolucionou a forma de pintar em vasos: deixou o fundo negro e as figuras ficaram vermelhas, na cor do barro cozido, dando mais vivacidade às imagens.



    Período Helenístico


    No final do século V a.C., após a morte de Felipe II, rei da Macedônia, que dominou as cidades estados da Grécia, seu sucessor, Alexandre, O Grande, construiu um vasto império. Com sua morte, o seu império foi dividido em vários reinos que, segundo os historiadores receberam o nome de helenístico.


    Nesse período, no século IV a.C., as características da escultura são:

    • Naturalismo: representada pela idade, personalidade, emoções e sentimentos;
    • Representação: a escultura traduzia a paz, a liberdade, o amor, etc.;
    • Nu feminino: as figuras esculpidas de mulher, anteriormente eram sempre vestidas;
    • Princípio de Policleto: opor membros tensos aos relaxados combinando-os com o tronco, garante movimento e sensualidade. Ex.: Afrodite de Melo, Vênus de Milo, com uma nudez parcial e esse princípio.
    • As esculturas eram representadas em grupos: na segunda metade do século III a. C. Ex.: a cópia romana de 'O Soldado Gálata' e sua mulher, o original grego se perdeu. Feita de forma a ser bela vista de todos os ângulos e revelando uma carga de dramaticidade.

    Obras famosas do período:

    • Afrodite de Cnido, esculpida por Praxíteles;
    • Afrodite de Cápua, de Lisipo, representando a sensualidade de uma deusa com os troncos despidos;
    • Vitória de Samotrácia, marcou o século III a. C. Pela mobilidade, traduzida pelo vento, em suas vestes e com asas abertas, significando vitória.
    Categoria: História da arte
  • Pintura na Roma Antiga

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    Os pintores romanos usaram, ao mesmo tempo que o realismo, a imaginação, dando origem à obras que ocupavam grandes espaços, enriquecendo mais a arquitetura. A maioria das pinturas originou-se da cidade de Pompeia e Herculano e foram soterradas pela erupção de um vulcão. Elas desencadearam a quatro estilos de pintura:

     
     estilo - Não era considerada uma pintura: as paredes eram pintadas com gesso, dando impressão de placas de mármore;

    2º estilo - Descobriu-se que a ilusão com gesso poderia ser substituída pela pintura: os artistas pintavam painéis, com pessoas, animais, objetos sugerindo profundidade;

     estilo - Valorização dos detalhes: no final do século I a. C., a realidade das representações foi trocada por detalhes;
     
     
     
     estilo - Volta da profundidade, dos espaços: a ilusão dos espaços foi combinada a delicadeza, dando origem ao quarto estilo. Ex.: sala da casa dos Vetti, em Pompeia.
    Categoria: História da arte
  • Arte na Idade Média Românica

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    A arte era produzida nas oficinas, no governo de Carlos Magno e, com isso, um novo estilo chamado de Românico, começou a surgir, nos séculos XI e XII, na Europa.
     


    Características:

    •  Na época, era utilizado a abóbada, dois pilares e paredes grossas com pequenas aberturas (janelas);
    • Leveza e repouso originários das construções. Algumas davam a impressão de se estar no céu.
    • As igrejas românicas são grandes e sólidas e, por esse motivo, eram chamadas de fortaleza de Deus;
    Eram nessas igrejas que os peregrinos, que percorriam grandes distâncias para se chegar ao santuário desejado se hospedavam. Os mais procurados se encontravam em Jerusalém, Roma e Santiago de Compostela, na Espanha. Um dos pontos de parada era a basílica de Saint-Sernin, na cidade de Toulouse,  uma das paradas obrigatórias para aqueles que iriam para Santiago de Compostela. Sua arquitetura, a base é representada por uma cruz e no cruzamento entre os eixos se encontra uma torre elevada.

    Na arquitetura
     
    Havia dois estilos que se destacavam:

    • Abóbada de berço – um semicírculo simples, chamado de arco pleno, que era ampliado pelas paredes. Suas desvantagens eram a pouca luminosidade, por causa das janelas pequenas, o excesso de peso do teto, provocava desabamentos e era impossível a abertura de grandes vãos.
    • Abóbada de arestas – criada para superar o estilo anterior, essa abóbada possui uma insterseção, em âgulo reto, de duas abóbadas de berço apoiadas sobre pilares. Com esse estilo de abóbada não havia mais o problema da má iluminação e do peso do teto.

    No Ocidente, não foram construídas grandes cidades. As pessoas preferiam a vida nos campos, nos vilarejos e nesses locais eram construídas as igrejas. Como o poder não vinha mais da nobreza, nesse período, a igreja que fazia a produção dos trabalhos artísticos.
     

    Nessa época, havia muitos analfabetos e através das pinturas e esculturas feitas nas igrejas, as pessoas podiam entender um pouco das histórias bíblicas e comunicá-las a outros fiéis.

    Em 910, um movimento de reforma se estendeu dos séculos XI e XII, na cidade de Cluny uma abadia de beneditinos (a maior igreja do período). Havia mais de mil mosteiros espalhados no final do século XII.
     
    No século XVIII, a abadia foi quase totalmente destruída. Os religiosos da ordem de Cluny desenvolveram várias obras que podem ser apreciadas nos mosteiros. Um exemplo disso é o mosteiro de Saint-Pierre, em Moissac. Nele existem esculturas e colunas que marcam o estilo românico, sendo o local onde  se encontra um dos mais bonitos portais românicos.

    afresco-arte-romanica.jpgNa Itália, a arquitetura e a pintura fizeram história. Com a influência greco-romana na arquitetura, os artistas a tornaram mais leve e delicada, diferente da imponência nos outros lugares. Um grande exemplo é o conjunto da catedral de Pisa, onde se localiza a famosa Torre de Pisa. O prédio se iniciou em 1063 e sua planta tem forma de cruz.

    Na pintura, era utilizada a técnica do afresco, que consiste na pintura sobre a parede úmida.
     
    A arquitetura românica, com seus grandes espaços, propiciava a presença da pintura chamada também de mural. Eram pintadas ilustrações dos livros religiosos, em conventos, mosteiros e igrejas, sobre a criação do universo e do homem. Esse tipo de pintura praticamente não possuía nada profano. Suas principais características são a deformação, em que eram expressos os sentimentos religiosos e a interpretação dos artistas sobre a realidade, e o colorismo, cores chapadas, meios-tons, jogos de luz e sombras.
    Categoria: História da arte
  • Arte na Idade Média Gótica

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    O comércio começou a ser intenso no século XII e as pessoas começaram a se deslocar do campo para a cidade. Anteriormente, o modo de vida da população se concentrava no campo, nos mosteiros, onde a arte se desenvolvia. E, a partir daí, ela começa a se instalar nas cidades.
     

    No início do século, a arte românica em seus grandiosos edifícios, ainda era predominante, mas no século XVI, surge uma nova arquitetura, chamada de gótica, em hipótese, dizem que ela foi criada pelos bárbaros quando invadiram o Império.

    O primeiro e grande exemplo de arquitetura gótica pode ser encontrado na França, na abadia Saint Denis, uma igreja construída por volta de 1140.
     
    As características da arquitetura são:

    • A entrada, diferente da românica, que possui apenas um portal, enquanto a gótica possui três portais que dão entrada para o interior da igreja;
    • Todas as igrejas do século XII e XIV têm a rosácea, uma janela redonda encontrada no portal central;
    • Tudo é voltado para o céu, para Deus, por exemplo, as torres que possuem pontas agulhadas;
    • Os arcos góticos ou ogivais permitiram a construção da abóbada de nervuras, assim como os pilares, que proporcionaram paredes menos grossas para suportar a estrutura. Com a utilização desses arcos as igrejas puderam ser mais altas;
    • Uso dos vitrais;
    • Os tímpanos eram trabalhados minuciosamente com esculturas que narravam histórias e as colunas eram outro fator que atraía a atenção de um visitante;
    • Uso do arcobotante, arcos que transmitem o peso de uma abóbada para os contrafortes externos.

    Obras de destaque:

    • Catedral de Notre Dame de Paris;
    • Catedral de Notre Dame de Chartres.

    Na Alemanha, no século XIII, um estilo gótico começou a se desenvolver e um dos exemplos a ser citado é a Elisabethkirche, em Marburgo. 
     


    Escultura



    Estando relacionada à arquitetura, nas grandes igrejas, é um manifestação artística que enriquecia mais as construções. Os ensinamentos eram dados muitas vezes através delas. As obras que se destacam é a estátua do Cavaleiro Medieval, (veja mais informações em Idade Média) mostrando a cultura da cavalaria e os seus traços. Encontramos algumas esculturas assinadas, no século XIII, como por exemplo, as de Giovanni Pisano, um artista italiano que esculpiu várias esculturas em igrejas. Um dos exemplos de suas obras está na escultura da Virgem e o Menino, livre de colunas ou qualquer outro suporte.

    Manuscritos ilustrados e iluminura

    Dentre os objetos preciosos, durante o século XII até o século XV, surgiram os manuscritos ilustrados. Em pergaminhos de livros, eram feitas as ilustrações. Eram elaborados com delicadeza e passavam por uma técnica especial.
     
    Esses manuscritos eram preparados, principalmente, para os burgueses e aristocratas, representantes da classe rica da época. Eram feitas por artistas leigos nos mosteiros e estavam relacionadas aos livros da Bíblia. Uma delas foi a Bíblia chamada de moralizada, que possuía algumas passagens, compostas por ilustrações.

    Pinturas


    Às vésperas do Renascimento, a pintura gótica surgiu nos séculos XII, XIV e início do século XV. Geralmente, as pinturas buscavam representar os seres com realismo e tratavam de temas religiosos. Os principais artistas do período foram os que deram início à pintura do Renascimento:

    • Giotto - os santos eram reproduzidos como seres humanos com simplicidade. A visão humanista, na qual o homem é o centro de todas as coisas, começava a surgir nas pinturas dos artistas. As obras mais importantes foram os Afrescos da Igreja de São Francisco de Assis, localizada na Itália e o Retiro de São Joaquim entre os Pastores.

    • Jan Van Eyck - ele retratava a vida da sociedade da época, registrando as paisagens urbanas e as suas características e detalhes. As obras mais importantes são O Casal Arnolfini e Nossa Senhora do Chanceler Rolin.

    Categoria: História da arte
  • Pintura no Renascimento

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    Na pintura renascentista, o homem, por meio das técnicas que já haviam sido feitas na arte gótica, começaram a fazer uso do realismo, da perspectiva e do claro-escuro. Faziam isso através dos princípios da matemática e da geometria e, através do volume e as técnicas anteriormente citadas. A pintura se aproximava do realismo. Cada artista possuia seu estilo e individualidade e não estavam presos às regras como os artistas da Idade Antiga.
     

    Artistas famosos

    • Masaccio (1401- 1428) - foi o primeiro artista a reproduzir a realidade através da pintura. As obras que se destacaram foram: Adão e Eva Expulsos do ParaísoSão Pedro Distribui aos Pobres os Bens da Comunidade e São Pedro Cura os Enfermos.

    • Fra Angelico
       (1387- 1455) - esse artista seguiu o mesmo estilo das pinturas de Massacio, mas devido a sua religião cristã suas obras ganharam religiosidade. As principais foram: O Juízo Universal e Deposição (o ser humano se mostra submisso à vontade de Deus),Anunciação (as figuras começam a ganhar volume).
    • Paollo Uccello (1397- 1475) - em suas obras, busca representar o mundo de acordo com seu conhecimento científico da época e também na utilização de princípios matemáticos. Principais obras: São Jorge e o Dragão (retratando as fantasias medievais), Batalha de São Romão (os cavalos parecem refrear no momento da largada, dando ideia de movimento).
    • Pierro della Francesca (1410- 1492) - ele utilizava princípios geométricos, excluindo os sentimentos humanos e valorizando o jogo de claro-escuro. Principais obras: Ressurreição de Jesus (o grupo de figuras pintadas compõe uma pirâmide), o díptico (tipo de quadro) que retrata oDuque Frederico de Montefeltro e sua esposa Battista Sforza(redução das figuras às suas formas geométricas)
    • Botticelli (1445- 1510) - a beleza era proveniente da graça divina, dos deuses e as pinturas apresentavam um ar gracioso. Principais obras: Nascimento de Vênus ( ele transforma a deusa do amor no símbolo de pureza e verdade), A Primavera ( representação paganismo e jogo de cores).

    • Leonardo da Vinci(1452-1519) - foi um pesquisador e contribuiu para diversos trabalhos, que auxiliaram no estudo da perspectiva, da Anatomia Humana e das proporções matemáticas. Dominou a técnica de luz e sombra e da pespectiva. Principais obras: O afresco da Santa Ceia, Anunciação, Gioconda e Santana, A Virgem e o Menino, A Virgem dos rochedos.

    • Michelangelo (1475-1564) - foi aprendiz de um renomado pintor de Florença e logo aos 13 anos, já entendia sobre o padrão grego de beleza e a filosofia de Platão.  Suas obras apresentavam imagens do Antigo Testamento, com o foco na criação do homem.

    • Rafael Sanzio (1483-1520) - um dos melhores pintores que soube reproduzir o ideal de beleza grega, assim como, as suas regras. Era um exemplo para o ensino acadêmico de pintura, ele transmitia um equilíbrio e segurança por meio de suas obras. Uma das características era não exagerar no detalhes e valorizar os espaços entre as figuras. Principais obras: A Libertação de São Pedro, A Transfiguração e a Escola de Atenas.
    Categoria: História da arte
  • Leonardo Da Vinci

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    Um dos mais completos artistas renascentistas, Leonardo da Vinci nasceu no dia 15 de abril de 1452, muito provavelmente em uma cidade próxima a Vinci, Anchiano, na Itália, embora alguns pesquisadores acreditem que sua terra natal está situada entre Florença e Pisa, à direita do Rio Arno.

     

    leonardo da vinci

    Leonardo da Vinci

    Seus pais eram o notário – hoje conhecido como tabelião – Piero di Antonio da Vinci, e a camponesa Catarina. Assim que nasceu, eles se separaram e seu genitor contraiu matrimônio com outra mulher, Albiera di Giovanni Amadori, bem mais nova que ele. Ao completar cinco anos, Leonardo foi retirado da guarda materna e entregue ao pai.

    Sua infância transcorreu na esfera rural, o que explica seu apego à Natureza. Ele era um aficionado por cavalos, que no futuro se tornariam alvos de suas pesquisas. Aliás, Leonardo se transformaria no modelo da educação clássica, resgatada no Renascimento, pois dominava amplas áreas do conhecimento: a anatomia, a engenharia, a matemática, a música, a história natural, a arquitetura, a escultura, a pintura, e ainda se revelaria um talentoso inventor.

    Sua produção científica, genial, oculta em rascunhos e codificações, nunca se destacaria, como o fez sua obra artística. Este viés criador lhe garantiria fama e recompensas. Em 1469 o artista vai para Florença e aí dá início a sua trajetória na esfera das artes, cursando pintura no atelier do famoso pintor de Florença, Andrea del Verrocchio.

    Suas pesquisas no campo da anatomia começam a se desenvolver em 1472. Nesta época, Da Vinci cria vários desenhos e esquemas do organismo humano. Nesta primeira etapa de sua criação, que vai até 1480, ele elabora pequenas obras, tais como Madona com Cravo, a Madona Benois e, talvez, a Anunciação.

    Em 1482 o artista segue para Milão, e nesta cidade trabalha para Ludovico Sforza, atuando como engenheiro, escultor e pintor. Neste período, que tem como limite o ano de 1486, ele empreende uma de suas realizações mais conhecidas, A Virgem dos Rochedos, pintura concebida para um altar. Até 1488 ele se dedica à arquitetura, permanecendo no atelier da Catedral de Milão.

    monalisa

    Monalisa

    Leonardo, antes de voltar para Florença, realiza sua última obra para Sforza, a clássica A Última Ceia. Em 1500, já de regresso à cidade florentina, ingressa em seu estágio mais produtivo na esfera da pintura, compondo neste período sua criação mais célebre e misteriosa, o retrato da Lisa del Giocondo, cônjuge de Francesco del Giocondo – a famosa Mona Lisa.

    Praticamente na mesma época ele começa a produzir a pintura mural denominada Batalha de Anghiari. Em 1516, com a morte de seu mecenas e protetor Giuliano de Medici, Da Vinci passa a atuar junto ao soberano Francisco I da França. O artista morre em território francês, em 1519, na cidade de Cloux. Seu corpo foi enterrado na Igreja de S. Florentino, em Ambroise, posteriormente destruída durante as insurreições ocorridas na Revolução Francesa.

    Categoria: Principais Pintores
  • Rafael Sanzio

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    Rafael Sanzio (1483-1520) foi pintor italiano, uma das grandes expressões do Renascimento. Mestre da pintura e arquitetura da Escola de Florença. É considerado um dos maiores pintores do renascimento juntamente com Leonardo da Vinci e Michelangelo.

    Rafael Sanzio (1483-1520) nasceu em Urbino, cidade que possuía o espírito renascentista, por ser um grande centro da pintura italiana. Filho de Giovanni Santi, poeta e pintor da corte de Mantua. Rafael foi logo introduzido por seu pai na corte de Urbino, governada por Federico da Montefeltro. Com a influência de pintores como Luca Signorelli, Rafael já se destacava com sua pintura, com apenas 17 anos de idade.

    Entre 1504 e 1508, Rafael viveu principalmente em Florença, onde recebeu influência de Leonardo da Vinci e Michelangelo. Aprendeu as técnicas de afresco com o pintor Perugino. Destacou-se nessa época com a pintura "O Casamento da Virgem" (1504) e "A Deposição de Cristo" (1507). Em 1508 pintou "Madona do Baldaquino", que continha a estética absorvida através do grande mestre, Michelangelo. Sob influência de Leonardo da Vinci, pintou "Madona Esterházy" (1508) e "A Bela Jardineira" (1508). Rafael soube aplicar as técnicas de Leonardo da Vinci, como o sfumato e o chiaroscuro.

    Em 1508, foi convidado pelo papa Júlio II para ir a Roma, para decorar com afrescos vários recintos do Vaticano. No primeiro deles, a Stanza della Segnatura, Rafael pintou uma de suas maiores obras, "A Escola de Atenas" (1509-1511), onde fez uma homenagem aos antigos sábios gregos. No centro do afresco, ocupando o lugar principal, estão Platão e Aristóteles. Como a filosofia de Platão é espiritualista, ele foi representado apontando para o alto. E como a filosofia de Aristóteles é baseada na experiência e na observação da realidade, ele aparece apontando para o chão.

    Aparece ainda no afresco, os matemáticos Pitágoras, Euclides, os filósofos Epicuro, Diógenes, o astrônomo Ptolomeu e outros. A figura meditativa do filósofo Heráclito, na verdade é o retrato de Michelangelo, que na época estava pintando o teto da Capela Sistina.

    Em 1514, sucedeu o arquiteto Bramante, como o responsável pela Catedral de São Pedro. Projetou a cruz latina em substituição à cruz grega. Participou de muitas outras obras como na decoração das loggias (galerias). Durante o restante de sua carreira era tão requisitado que boa parte de sua obra foi realizada com o auxilio de um grupo de assistentes.

    Raffaello Sanzio morreu em Roma, no dia 6 de abril de 1520, ao completar 37 anos e foi enterrado no Panteão de Roma.

    Categoria: Principais Pintores
  • Michelangelo

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    Pintor e escultor renascentista italiano, Michelangelo nasceu em 6 de março de 1475, na provínicia Florentina de Caprese. Filho de Lodovico di Lionardo Buonarroti e Francesca di Néri di Miniato del sera.

    Perdeu a mãe aos 6 anos, foi criado por uma ama-de-leite e seu esposo, um cortador de mármore. O mármore influenciou Michelangelo em sua vocação de escultor, mesmo pressionado pelo pai a não se tornar num artista,Michelangelo persistiu.

    Trabalhou na oficina do pintor Domenico Ghirlandaio, um ano depois entrou para escola de escultora de Lourenço o Magnífico, em Florença. Após a morte do banqueiro Lourenço, Michelangelo foge para Veneza.

    Em Veneza tomou contato com a concepção de outros artistas como Petrarca, Boccaccio e Dante; e esculpe obras como Baco Bêbado e Adonis Morrendo. Em 1505, o papa Julio II chamou Michelangelo para construir um tumba para a sua morte, Michelangelo só concluiu a tumba após a morte do pontífice; noVaticano, o artista ainda efetuou a decoração da Capela Sistina.

    Além de pintor e escultor, trabalhou como arquiteto e escreveu poesias. Faleceu em 18 de fevereiro de 1564, em casa, solicitando em testamento que seu corpo fosse enterrado em Florença.

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